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Polifarmácia em Idosos: os Riscos do Uso de Muitos Medicamentos e Como o Geriatra Pode Ajudar

  • geriatragustavo
  • 7 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura


O que é polifarmácia?

Polifarmácia é o termo usado para descrever o uso simultâneo de vários medicamentos, algo muito comum na terceira idade.Ela pode acontecer mesmo quando todos os remédios foram prescritos corretamente — o problema surge quando as combinações provocam efeitos adversos, interações ou perda de eficácia.


Hoje, estima-se que mais de 40% dos idosos usem cinco ou mais medicações de forma contínua, o que aumenta significativamente o risco de reações indesejadas.


Por que a polifarmácia é perigosa?

Com o envelhecimento, o corpo passa a metabolizar os medicamentos de forma diferente. O fígado e os rins trabalham mais lentamente, e a sensibilidade às substâncias aumenta.O resultado pode ser:

  • Interações medicamentosas (um remédio anulando ou potencializando outro)

  • Tontura, quedas e confusão mental

  • Sonolência excessiva ou desorientação

  • Internações evitáveis por reações adversas

  • Dificuldade de adesão ao tratamento, devido à complexidade do esquema medicamentoso

Muitos sintomas atribuídos ao “envelhecimento natural” podem, na verdade, ser consequência do uso combinado de múltiplos medicamentos.


Exemplos práticos

  • Um paciente que usa remédio para pressão, sono e dor pode desenvolver tontura e risco aumentado de quedas.

  • Outro, que toma antidepressivo e ansiolítico, pode apresentar sonolência e lapsos de memória.


Esses efeitos muitas vezes passam despercebidos, e o idoso continua sendo medicado, agravando o ciclo da polifarmácia.


O papel do geriatra

Durante a Avaliação Geriátrica Ampla (AGA), o geriatra revisa cada medicação, analisa possíveis interações e decide o que realmente é necessário.Esse processo é chamado de revisão de medicamentos e tem como objetivo equilibrar eficácia e segurança.

Muitas vezes, reduzir ou ajustar a prescrição melhora o humor, o equilíbrio e até a cognição.Em geriatria, a máxima é: “menos pode ser mais”.


Como prevenir a polifarmácia

  • Leve sempre todos os remédios e suplementos às consultas.

  • Evite automedicação ou o uso de sobras de tratamentos antigos.

  • Mantenha um único médico de referência, que coordene o cuidado.

  • Peça revisões periódicas das prescrições.

  • Prefira profissionais que avaliem o idoso de forma global — física, cognitiva e emocional.


Conclusão

A polifarmácia é um dos principais desafios da geriatria moderna. Com o acompanhamento certo, é possível simplificar o tratamento, reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida do idoso.

Se você ou um familiar fazem uso de muitos medicamentos, vale conversar com um geriatra para revisar o tratamento e garantir mais segurança no dia a dia.

 
 
 

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